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Psicomotricidade > História da Psicomotricidade no Brasil |
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Influência da Escola Francesa de Psicomotricidade |
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A
história da Psicomotricidade no Brasil, segue os passos
da escola francesa. Os estudos de Dupré às respostas
de Charcot originados das vias instinto-emocional, a busca
de crianças com dificuldades escolares, nortearam também
os cientistas sul americanos e brasileiros a encontrarem na
França, o refúgio ás suas dúvidas.
Era clara e nítida a influência marcante da Escola
Francesa de Psiquiatria Infantil e da Psicologia na época
da 1ª guerra em todo mundo. O Brasil foi também
invadido, ainda que tardiamente, pelos primeiros ventos da
Pedagogia e da Psicologia. Nos países europeus, pesquisadores
se organizavam em grupos de trabalho: era preciso responder
as aspirações e necessidades da sociedade industrial,
que levava as mulheres ao trabalho formal, deixando as crianças
em creches.
Os franceses se conscientizavam sobre a importância
do gesto e pesquisavam profundamente os temas corporais. André
Thomas e Saint-Anné Dargassie, iniciavam suas pesquisas
sobre tônus axial. A maturação, os reflexos
tônicos arcaicos do nascimento dos primeiros anos de
vida, produziram as primeiras palavras-chave da Psicomotricidade.
Finalmente Henri Wallon ousou falar em Tônus e Relaxamento
e Dr. Ajuriaguerra combinou às suas pesquisas, a importância
do tônus falada por Wallon em seus escritos sobre o
diálogo tônico. Dra. Giselle Soubiran iniciou
sua prática de relaxação psicotônica
e fez seguidores. Empenhada cada vez mais em mostrar ao mundo,
a importância do tônus no dia a dia, ela apontou
aos pesquisadores, caminhos a serem seguidos e estudados e
deixou clara a sintomatologia tônica corporal do século.
No Brasil, Antonio Branco Lefévre buscou junto as obras
de Ajuriaguerra e Ozeretski, influenciado por sua formação
em Paris, a organização da primeira escala de
avaliação neuromotora para crianças brasileiras.
Dra.
Helena Antipoff, assistente de Claparéde, em Genebra,
no Institut Jean-Jacques Rosseau e auxiliar de Binet e Simon
em Paris, da escola experimental "La Maison de Paris",
trouxe ao Brasil sua experiência em deficiência
mental, baseada na Pedagogia do interesse, derivada do conhecimento
do sujeito sobre si mesmo, como via de conquista social.
Não se pode negar a nítida e profunda influência
da clássica Escola Francesa de Psiquiatria Infantil,
de Psicologia e de Pedagogia, no Brasil e no mundo e finalmente
na história da Psicomotricidade. A quem mais buscar
em nossa história, senão aos mestres Dupré,
Charcot, Zazzo, Ajuriaguerra, Soubiran, Wallon, que legaram
ao mundo os primeiros estudos sobre Psicomotricidade? Como
negar a influência deles no Brasil?
Em 1972, a argentina, Dra. Dalila de Costallat, estagiária
do Dr. Ajuriaguerra e da Dra. Soubiran em Paris, é
convidada a falar em Brasília às autoridades
do Ministério da Educação, sobre seus
trabalhos em deficiência mental e inicia contatos e
trocas permanentes com a Dra. Antipoff no Brasil.
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| 1977
- Ano da Fundação do GAE em São Paulo |
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Início
meus estudos com a Dra. Costallat que me aponta o caminho
de Paris e entro em contato com a Dra Soubiran. Em 1977 fundo
o GAE - Grupo de Atividades Especializadas, fase inicial da
minha mobilização pessoal e profissional na
divulgação da Psicomotricidade no Brasil. A
palavra desconhecida e sem referência até então,
faz valer a sua aplicabilidade funcional e passa a convencer
adeptos. Sim, naquela época era reservada a poucos
e privilegiados. Nada a se ler, a não ser em francês
e algumas obras em espanhol. Um único livro traduzido
para o português : a primeira obra da Dra. Costallat,
que contava a história da Psicomotricidade no mundo
e deixava clara a fundamental contribuição da
Escola Francesa, aliás única a ser citada e
reverenciada por ela, sempre. Seus mestres: Dr. Ajuriaguerra
e Dra. Soubiran.
Em
1979, conseguimos com a alegria improvisada dos brasileiros,
reunir 1500 pessoas para ver, ouvir e aprender com a Dra.
Soubiran e Dra. Costallat, sobre Psicomotricidade e Educação,
no 1° Encontro Nacional de Psicomotricidade em São
Paulo. Dra. Giselle Soubiran demonstrou ao público,
sua técnica de Relaxação Psicomotora
e conquistou o Brasil, com seu charme, sua competência
e disposição. Precisávamos muito disto.
Em 1980, 1983, 1986, 1988, 1990, 1992, 1997 e 2002, em todos
os Encontros Nacionais e Latino Americanos de Psicomotricidade,
promovidos pelo GAE, sempre reverenciamos a Escola Francesa
de Psicomotricidade, através de sua autoridade máxima,
a mãe da Psicomotricidade e da Relaxação
Psicomotora, para nós brasileiros: Dra. Giselle Soubiran
ou " Madame Soubiran" como carinhosamente os brasileiros
gostam de chamá-la.
A história tomou seu rumo, e o Brasil não fugiu
dele. Aberto a aprender sempre, hoje é um mercado em
total ascensão, colocando alguns dos autores internacionais,
com obras em recorde de tiragem. Dr. Vitor da Fonseca tem
suas obras sempre esgotadas. Dra. Costallat, Dr. Jean Le Boulch,
Dr. Ajuriaguerra agora povoam as prateleiras das grandes livrarias,
sem cerimônias e em bom português.
Tudo nos encanta, nos ensina e a palavra Psicomotricidade,
já consta em bons dicionários do Brasil. Ela
não é mais estranha ou esquisita para nós.
Nossas escolas buscam os psicomotricistas como recursos de
tecnologia para a educação. Hospitais e consultórios
oferecem a Psicomotricidade em seus serviços e setores
de reeducação e reabilitação.
Hoje temos faculdades com formação universitária,
mais de 10 cursos de Pós-graduação em
universidades públicas e particulares e cursos de Stricto-Sensu
formando mestres em Psicomotricidade. |
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